sábado, 22 de outubro de 2011

Texto relacionando a Arte à Matemática

ARTE e MATEMÁTICA - criatividade, beleza, universalidade, simetria, dinamismo, são qualidades que frequentemente usamos quando nos referimos quer à Arte quer à Matemática. Beleza e rigor são comuns a ambas. A Matemática tem um notável potencial de revelação de estruturas e padrões que nos permitem compreender o mundo que nos rodeia. Desenvolve a capacidade de sonhar! Permite imaginar mundos diferentes, e dá também a possibilidade de comunicar esses sonhos de forma clara e não ambígua. E é justamente esta capacidade de enriquecer o imaginário, de forma estruturada, que tem atraído de novo muitos criadores de Arte e tem influenciado até correntes artísticas. Como a história demonstra, a Matemática evolui muitas vezes por motivações de ordem estética. Como dizia Aristóteles "Os filósofos que afirmam que a Matemática não tem nada a ver com a Estética, estão seguramente errados. A Beleza é de fato o objeto principal do raciocínio e das demonstrações matemáticas", e Hardy afirmava que "O matemático, tal como o pintor ou o poeta, é um criador de padrões. Um pintor faz padrões com formas e cores, um poeta com palavras e o matemático com ideias. Todos os padrões devem ser belos. As ideias, tal como as cores, as palavras ou os sons, devem ajustar-se de forma perfeita e harmoniosa."
ARTE e MATEMÁTICA - Até à Renascença a oposição entre Arte e Matemática não tinha grande sentido. Basta olhar para o gênio universal de Leonardo de Vinci. Hoje a atividade artística reivindica de novo a influência matemática - Klee, Kandinsky, Vasarely, Corbusier, Xenakis, e muitos outros deixaram-se fascinar pela Matemática que exploraram com novas possibilidades ópticas, novos algoritmos de criação, novas mais recentemente potenciados pelo uso da computação, síntese sonora, e outras potencialidades técnicas.

Existe conexão entre Matemática e Arte?

A origem da palavra matemática, segundo o professor LD Irineu Bicudo da UNESP, vem do grego e em textos antigos apresenta-se como aprender por experiência, ou ainda como conhecimento, aprendizagem, ou “aquilo que é aprendido”. D`Ambrosio (2005) ao definir os termos máthema e techné, define máthema como ensinar (equivalente a conhecer, entender, explicar); e techné como tica (correspondendo a técnicas e artes). Logo, conclui-se que Matemática é conhecer técnicas, ensinar artes, ou ainda entender técnicas e artes.
De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná, na disciplina de Matemática, seu ensino tem como desafios a abordagem de conteúdos a partir de resolução de problemas. Historicamente analisada, a ciência Matemática surgiu para resolver problemas de ordem prática, seja para diferenciar quantidades, analisar espaços ou prever o período de possíveis colheitas. Com o passar do tempo, a humanidade ampliou seu uso e a ciência adquiriu linguagem própria. Segundo Luiz Barco, apresentador da Série Arte & Matemática da TV Cultura, paralelamente à História da Matemática, está a História da Arte. Aparentemente antagônicas, tanto Matemática quanto Arte surgiram das necessidades humanas, no caso das Artes, surgiu como linguagem, como manifestação do homem em estabelecer formas de comunicação. Nas cavernas onde se encontram desenhos pré-históricos, também há formas de registro de contagens, mostrando uma conexão entre as duas áreas do conhecimento desde os primórdios.

Referências:

CULTURA MARCAS. Arte & Matemática. Programa: Do Zero ao Infinito. São Paulo: 2002.
EVES, Howard. Introdução à História da Matemática. São Paulo: Unicamp, 2004.

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